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18-02-2010 19:24

Conheça Israel

Em meio a conflitos e disputas, Israel reserva uma parte histórica belíssima, a história de séculos e mais séculos, antes e depois de Cristo. Lendo toda esta reportagem, andar pelas vielas e cidades é andar conhecendo a história ao vivo.

 

 

10 Motivos para Conhecer
 
Israel histórica e religiosa

 

Visitar Israel é um programa que vai além de conhecer o berço das maiores religiões do mundo – a judaica, a cristã, a católica e a mulçumana. É vivenciar belezas erguidas durante milênios na aridez do deserto por diferentes povos que lá reinaram, como persas, gregos, romanos, bizantinos e otomanos. Os caminhos bíblicos inspiram reverência, reflexão sobre o passado que influenciou grande parte da civilização no modo de ver e pensar o mundo. De Abrahão e Moisés a Jesus Cristo e seus seguidores, o cenário de tradição, fé – e também resistência – reserva surpresas. A experiência permite viver o contraste entre o antigo e o moderno.
 
Cenário da novela Viver a Vida, da Rede Globo, o país proporciona atrações que vão da degustação de vinhos em Golã às massagens na beira do Mar Morto e, como conseqüência, atrai cada vez mais turistas. Segundo dados do Ministério do Turismo de Israel no Brasil, trinta e um mil brasileiros visitaram o país em 2008, o que representa um aumento de 55% em relação ao fluxo de 2007. Cosmopolita, Tel-Aviv completa 100 anos de existência. Aberta para o mundo, a cidade fervilha de segunda a segunda e rejuvenesce a imagem do país como destino de qualidade, seguro e repleto de alternativas.

 

 
Jerusalém, símbolo da fé

 

O Monte das Oliveiras, lugar sagrado para cristãos, judeus e mulçumanos, é um dos cartões-postais mais famosos. De acordo com a Bíblia, Jesus Cristo costumava orar e transmitir ensinamentos nessas encostas (antigamente coberta por oliveiras), também cenário da Última Ceia e, segundo a fé católica, da Ascensão aos Céus. No Jardim de Getsemani, localiza-se a Basílica da Agonia.

 

No monte está também o cemitério onde os judeus mais importantes querem ser enterrados, pois dizem que quando o Messias voltar serão os primeiros a voltar viver. O monte, normalmente ponto de partida nos roteiros de visita à cidade, proporciona excelente vista para a Jerusalém Velha.
 
 
O milenar Muro das Lamentações

 

O Muro das Lamentações, na Jerusalém Velha, é parada obrigatória. Ali judeus de todas as origens rezam para Deus realizar seus desejos, colocando pedaços de papel com os pedidos entre as pedras. O local é um remanescente do muro que contornava o Segundo Templo, uma sinagoga considerada sagrada pelos judeus. No lado esquerdo do muro, destaca-se o salão da orações, de onde o roteiro de visitação segue pelas ruas antigas da cidade religiosa.
 
A Via Dolorosa (ou Via Sacra) simboliza o caminho de Jesus Cristo carregando a cruz até o Santo Sepulcro, onde foi enterrado. É parte do programa caminhar nas ruas antigas estreitas e apreciar produtos exóticos e bugigangas vendidas pelos comerciantes – apenas com boa barganha, é claro (http://www.jerusalem.com/).

 

 
Museu do Holocausto: memória preservada


Localizado em Jerusalém, guarda a memória do episódio que resultou na morte de 6 milhões de judeus durante a 2a Guerra Mundial. O acervo reúne artefatos, obras de arte, documentos, fotos, testemunhos e outras evidências do holocausto. Mais que um memorial, o lugar funciona como um centro de pesquisa que busca identificar cada um dos mortos nos campos de concentração.

 
Suas instalações, projetadas pelo arquiteto Moshe Safdie, bordejam a montanha com vista para a cidade, onde estão situados outros acervos de destaque, como o Museu de Israel e o Museu de História Natural. No bairro antigo, estão as ruínas da Torre de David, antiga cidadela construída para proteger a cidade no século 2 A.C. Foi sucessivamente destruída e reconstruída ao longo dos séculos por conquistadores cristãos, mulçumanos e otomanos. Transformado em museu, o local reúne achados arqueológicos de 2.700 anos, sendo hoje palco de shows e concertos (http://www.ilmuseums.com/).

 

 
Flutuando nas águas do Mar Morto

 

Rota dos antigos profetas, o Mar Morto foi citado inúmeras vezes na Bíblia. Tem esse nome porque a alta concentração de sal impede qualquer forma de vida aquática. Hoje o lago mais salgado do mundo, 400 metros abaixo do nível do mar, é cenário para o turismo. Vizinho ao deserto da Judéia, o oásis inspira momentos para relaxar – seja boiando em águas azuis cristalinas, mergulhando em piscinas sulfurosas, recebendo massagens esfoliantes ou cobrindo-se com lama negra rica em sais minerais.
 
A região, onde o ar é mais rico em oxigênio, brometo e magnésio, concentra concorridos hotéis e spas. O desafio é tornar o acesso dos visitantes uma arma para proteger o lago, que já perdeu um terço de sua superfície nos últimos 50 anos, devido à captação de água no seu principal afluente, o rio Jordão (http://www.deadsea.co.il/).

 

 
A fortaleza de Herodes e os mistérios dos manuscritos


No roteiro para o Mar Morto, está o Parque Masada, um monte rochoso que abriga as ruínas do palácio e da fortaleza construídos por Herodes, o Grande. O local, onde se chega por teleférico ou a pé, foi palco de antigas batalhas, quando os judeus preferiram o auto-sacrifício, matando filhos e esposas, à dominação do exército romano, no ano 73. Na vizinhança, localiza-se o Parque Qumram, um sítio arqueológico onde foram encontrados os famosos manuscritos do Mar Morto.

 
Trata-se de um acervo de 930 pergaminhos do século 3 a.C, descobertos por beduínos árabes em onze cavernas da região. Escritos em hebraico, aramaico e grego, os documentos são mil anos mais antigos que os registros do Velho Testamento até então conhecidos. A visita aos monumentos históricos pode se estender à Reserva Natural de Em Gedi com fauna e flora típicas. Há também cavernas e paredões para prática de rapel.

 

 
Rio Jordão, onde Cristo foi batizado

 

O caminho pelo vale do rio Jordão chega até Yardenit - o local onde Jesus Cristo foi batizado. O lugar é procurado por milhares de peregrinos de todo o mundo que querem receber o Batismo naquele rio. A água é vendida em vidrinhos por lojas de souvenir. Na região, localiza-se o Lago de Tiberíades, também conhecido como Mar da Galileia, com rede de hotelaria internacional, dentro de um cenário pontilhado de referências bíblicas. Entre os destaques está o local onde Jesus Cristo teria realizado o milagre da multiplicação dos pães.
 
O Mar da Galileia é também a maior reserva de água doce de Israel, essencial na irrigação dos cultivos que colorem de verde o deserto (http://www.goisrael.com/). A cidade praiana de Tiberíades é base para visitar marcos religiosos ao redor, como a casa do apóstolo Pedro, em Cafarnaum, e o Monte das Beatitudes, onde foi pronunciado o Sermão da Montanha. A visita pode se estender às Colinas de Golã, terras tomadas da Síria na Guerra dos Seis Dias, em 1967, hoje pólo de vinicultura com estrutura para visitação e degustação.

 

 
Vivenciando a Cabala

 

O ponto mais alto da Galileia é a charmosa Safed, uma colônia de artistas com ruelas repletas de ateliês e sinagogas. O lugar tornou-se famoso como centro mundial da Cabala, raiz da mística judaica contida no livro Zohar, que retrata os ensinamentos judeus (http://www.jewishvirtuallibrary.org/). Trafegando rumo à costa mediterrânea, a cidade de Acre (ou Akko), tem tradição é mulçumana.
 
Destaca-se como porto histórico cercado por muralhas que um dia repeliram Napoleão e fortalezas da época dos romanos e das guerras religiosas, como as Cruzadas. Há muitas mesquitas e os mercados árabes exalam o cheiro de comidas típicas, como o falafel. Nas ruas estreitas, é possível presenciar cerimônias de casamento muçulmano. Desde Ascalon, cidade filistina associada a Sansão e Dalila, até o sul do país o litoral é pontilhado por modernos resorts. Na costa-norte, Rosh Haniqra reúne um conjunto de cavernas nas

 

 
Bahai, herança persa

 

Em Haifa, a terceira maior cidade de Israel, está o histórico Monte Carmelo com suas praias. O misticismo tem como centro das atenções a congregação religiosa Bahai, que nasceu na Pérsia (hoje Irã) por volta de 1860. Morto por soldados do Império Otomano, o criador da seita teve suas cinzas depositadas no Monte Carmelo, onde hoje existem os templos da Comunidade Bahai com seus belos jardins persas com vista para o Mar Mediterrâneo (http://www.haifa.muni.il/).
 
O lugar tornou-se Patrimônio Histórico da Humanidade em 2008. Nos arredores de Haifa está Cesareia, cidade de praia que une beleza natural e riqueza do patrimônio arqueológico romano, abrigando também o único campo de golfe do país. A cidade vizinha, Herzliya é famosa pelos hotéis de luxo em belas praias.

 

 
Jaffa, cinco milênios de história


A moderna Tel-Aviv tem origem na cidade histórica de Jaffa, fundada há mais de 5 mil anos, abrigando um dos portos mais antigos do mundo. Conta-se que de lá o profeta Jonas zarpou de barco para Társis e foi engolido por um peixe gigante. O porto foi essencial para a chegada dos materiais utilizados na construção do templo e do palácio do rei Salomão, em Jerusalém.

Nos arredores da capital, o núcleo antigo preserva-se com o famoso mercado de pulgas com suas pechinhas e ruas estreitas, reduto de artistas e artesãos. A vista para a metrópole vizinha e para o Mar Mediterrâneo é atração à parte (http://www.jaffa.8m.net/).


Tel-Aviv, contemporânea

Capital econômica e cultural de Israel, a frenética Tel-Aviv completa um século de existência. E não para de crescer. Nunca dorme. Fundada em 1909 por um grupo de pioneiros do leste europeu em região desértica onde só existiam dunas, a cidade tem modo de vida cosmopolita. Dos cafés em estilo europeu, aos restaurantes de charme e baladas de tirar o fôlego, a programação noturna é agitada. No clube Nanuchka Bistrô Bar, a pista de dança acolhe até funk carioca.
 
Já na Disco High Windows, também ponto alto na noite, o terraço tem vista para os arranha-céus da capital, erguidos em estilo Bauhaus que prima pela funcionalidade, com varandas para apreciar a vida ao ar livre. No transporte, o sistema de trens é moderno, confortável e barato, inclusive para o aeroporto. A zona portuária, recentemente restaurada, modernizou-se. Tem área de esportes e lazer e grande diversidade de restaurantes, bares e casas noturnas. A praia lota até em dias de semana e, principalmente, durante o Shabbat – o dia de descanso que se inicia ao pôr do sol de sexta-feira. Festivais de arte, cinema e moda movimentam a cidade o ano todo. Os habitantes enaltecem a cultura: além de rica em sinagogas, a capital se vangloria das catedrais leigas, como o elegante Golda Center for Performing Arts, onde há sempre óperas e ótimos espetáculos teatrais em cartaz (www.tel-aviv.gov.il/English/home.asp).
 
Dicas para sua viagem a Israel

 

De clima ensolarado, Israel mistura contrastes, como mar e deserto, tradição religiosa e modernidade. Localizado no Meditâneo Oriental, o país faz fronteira com Líbano, Síria, Jordânia e Egito. Uma parte da região central é de ocupação palestina. Apesar da questão de soberania entre israelenses e palestinos, o ambiente no país é de segurança. Há mil e uma alternativas de atrações.A geografia compacta do país permite viagens curtas de carro ou ônibus, proporcionando a visitação de um razoável número de atrativos – seja na travessia dos desertos do Sinai e da Judéia no sul do país, nos vários quilômetros de litoral a oeste ou nos lagos salgados com seus tempos religiosos, a leste. De Jerusalém a Tel-Aviv o percurso de carro demora menos que uma hora. São duas horas da capital ao Mar da Galileia e meia hora de Jerusalém ao Mar Morto.
 
Como chegar
Desde maio de 2009, há saídas regulares da companhia aérea israelense El Al partindo de São Paulo, três vezes por semana, em vôo com duração de 14 horas e meia até Tel-Aviv (www.elal.co.il). Como Israel fica a 4 horas de vôo da Europa, também é possível chegar via companhias aéreas que operam rotas entre cidades brasileiras e capitais européias, como Lisboa, Londres, Madri e Paris, por exemplo.
 
Hospedagem
O país tem rede hoteleira bastante variada, dos luxuosos cinco estrelas aos resorts de férias, bed & braeakfast e até mesmo hotéis nos tradicionais kibbutz (assentamentos coletivo). Para ter uma excelente vista da cidade velha em Jerusalém, a indicação é hospedar-se no Hotel Mount Zion Jerusalém (http://www.mountzion.co.il/), de categoria superior. Em Tel-Aviv, há o David Intercontinental Hotel (http://www.ichotelsgroup.com/), de frente para o mar e perto do centro financeiro, do Museu de Arte de Tel-Aviv e das butiques mais luxuosas. Se preferir uma alternativa mais acessível e acolhedora, a sugestão é o Gilgal Hotel (http://www.all-israel.com/), também próximo à praia e ao centro da cidade, o que facilita os passeios a pé. Na região do Mar Morto, há uma grande diversidade de opções, como o Le Meridian David (http://www.starwoodhotels.com/), com praia, spa e toda uma estrutura de alto padrão.
 
FONTE: HOST